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26 de ago. de 2009

GOLDEN AXE




A história de um épico!

Golden Axe foi originalmente lançado para o Arcade, mas foi no Mega Drive que ele ganhou milhares de fãs ao redor do mundo. Lançado logo no início da vida do console, ele serviu para mostrar um pouco do que o 16 Bits da SEGA era capaz! Foi uma conversão mais que perfeita do Arcade, com jogabilidade, gráficos e qualidade sonora bastantes fiéis ao original!

O jogo se passa em um mundo de guerreiros e feiticeiros, onde o bom manejo de uma espada ou a sabedoria em utilizar uma magia são fatores primordiais para a sobrevivência. “Yuria” é o nome deste estranho mundo, que poderia ser um local pacífico caso o mal não tivesse tomado o controle há algum tempo. “Death Adder”, um impiedoso e poderosíssimo guerreiro é o responsável pelo época de trevas em “Yura”. Junto com suas tropas malignas, ele aniquilou várias vilas e cidades de “Yura” somente para mostrar o seu poder. Em um ato decisivo para que ele dominisse de vez o mundo, “Death Adder” sequestrou o Rei e a Princesa de “Yura”, além de se apossar do lendário “Machado de Ouro”, uma arma que dá poder ilimitado ao seu possuidor.

Tudo parecia perdido, até que três bravos guerreiros resolveram unir forças para desafiarem a tirania de “Death Adder”. São eles: Ax-Battler, um forte guerreiro com grande habilidade no manejo de sua espada; Gilius Thunderhead, um astucioso anão vindo das minas de Wolud e munido de um grande machado; e Tyris-Flare, uma amazona de grande força e destreza. Ambos possuem motivos pessoais para lutar e derrotar “Death Adder”, já que o mesmo foi o responsável direto de várias perdas preciosas em suas vidas: Ax-Battler teve sua mãe morta, já Gilius perdeu seu irmão; e Tyris, perdeu seus pais.


Poderosas magias são o grande diferencial do jogo!


Mas não é apenas a coragem e o bom manejo de suas armas que fazem destes três guerreiros candidatos a salvarem seu mundo do mal. Eles também possuem a capacidade de soltar poderosas magias elementais a medida que são acumulando poções mágicas, que são conseguidas com certos duendes que aparecem no decorrer da aventura. Um poder que realmente é essencial para garantir a vitória sobre “Death Adder”.


Uma versão anos luz da lançada para o Master System!


Golden Axe é um jogo que dá ao jogador motivação de sobra para jogá-lo, seja pela história do mesmo ou por suas grandes qualidades técnicas. Assim como na versão do Arcade, pode-se jogar com dois jogadores na tela, algo que não era possível na versão do Master System, que também restringia o jogador a apenas um personagem, nesta caso, o bárbaro Ax-Battler. Ou seja, aqueles que haviam gostado da versão 8 Bits do jogo com certeza ficaram maravilhados com esta versão do Mega Drive!


Gráficos


Quem conheceu a versão do Arcade sabe muito bem que a versão do Mega Drive é quase idêntica! Os gráficos são excelentes realmente, com cenários bem desenvolvidos e bem detalhados. E a aventura traz para os jogadores cenários dos mais diversos: enquanto alguns são mais, digamos, comuns, como florestas e vilarejos, há outros que surpreendem como ter que atravessar estágios sob o casco de uma tartaruga gigante e também sobre as costas de uma águia de proporções gigantescas! Estes cenários inusitados foi algo bem original para a época e que ficou condizente com o universo de fantasia encontrado em todo o jogo. As cores estão na medida para se encaixar de maneira perfeita no tom sério e adulto que o jogo possui. Os personagens principais e os demais também estão perfeitos, bem fiéis ao jogo original.


Jogabilidade


A jogabilidade é ótima, e totalmente fiel a versão do Arcade. Os comandos e ações são básicos, como pular, correr, dar golpes, soltar magias, etc, sendo que todos podem ser executados de maneira rápida e eficiente. A jogabilidade do jogo muda um pouco quando o jogador passa a fazer o uso de alguns tipos de monstros a seu favor como uma estranha criatura que é uma espécie de passáro misturado com um réptil, além dos clássicos Dragões. Ao montar sobre uma dessas criaturas, elas estão sob o total controle do jogador, que então pode, de acordo com o tipo monstro, dar rabadas ou cuspir bolas de fogo, entre outras ações que são bem úteis para se derrotar os inimigos.


Trilha Sonora épica e Efeitos Sonoros inovadores!


A trilha sonora de Golden Axe é muito boa, com músicas que passam os mais diversos climas! Algumas músicas são mais tenebrosas (como o tema “Turtle Village 2″) , outras contagiantes (como o tema “Wilderness”) , e já outras épicas ao extremo (como o tema “Fiend´s Path”). Golden Axe não tem uma trilha sonora extensa, mas traz músicas de ótima qualidade e que ficaram eternizadas nos corações dos fãs! Os efeitos sonoros (37 no total) são bem variados e bem feitos. A possibilidade de se ouvir o último suspiro de cada inimigo que é derrotado, foi algo realmente inusitado e bastante legal para os jogadores da época!


Dificuldade


Há 3 opções de jogo. A principal é chamada “Arcade”, onde o jogador tem que passar pelos 8 estágios do game. A segunda é a “Begginer”, onde o jogo tem menos fases (apenas 3), os inimigos são mais fracos (morrem facilmente e demoram para ferir o jogador), você pode usar todo o poder de sua magia, mas não gasta todos os potes para isso como na versão normal, e o vilão final é ”Death Adder Jr” (tudo bem, realmente soa ridículo isso) o filho do vilão do jogo, e que é bem mais fraco que seu pai. Este modo de jogo é realmente só para que os jogadores possam praticar antes de encarar o desafio verdadeiro. Já o terceiro modo é o “The Duel” onde jogadores “solos” tem que encarar varias batalhas no mano a mano contra os inimigos do jogo, e jogadores que se divertem em dupla podem duelar entre si. O modo principal (Arcade) é bem difícil a primeira vista, mas a medida que os jogadores vão pegando as “manhas” do jogo, eles verão que não se trata assim de um jogo impossível de ser concluído. Há 4 continues (que são divididos entre os jogadores, caso se jogue com dois personagens), e mais um continue secreto que é ativado após se usar o quarto, fazendo-se então uma combinações de comandos. Para facilitar um pouco as coisas, há como aumentar o número de barras de energia no menu “Option” para até cinco logo de cara, ao invés de apenas três, que é o modo automáticol do jogo. Os inimigos só atacam se ficarem em “linha reta” com os personagens controlados pelo jogadores, o que permite então a criação de estratégias e formas mais seguras para se lutar contra eles, algo que é primordial para o modo de um jogador apenas.

Death Adder não era o vilão final?


Uma curiosadade desta versão do jogo do Mega Drive se formos fazer uma comparação com a original, lançada para os Arcades, é a existência de dois estágios extras. Quem conhecia a versão do Arcade antes de jogar a do Mega Drive, teve uma surpresa ao vencer “Death Adder” no 6 estágio (que era a última fase na versão original) e descobrir que o jogo ainda continuava! No final destes dois estágios extras, onde o sétimo é mais uma fase cheias de inimigos e o último é reservado para o confronto final com as forças do mal, os jogadores descobrem que “Death Adder” é apenas um “capacho” de um outro guerreiro ainda mais poderoso, chamado “Death Bringer”. Ele não só é mais forte e ágil do que “Death Adder”, como pode, assim como os personagens principais do game, soltar magias elementais! A luta contra ele é realmente difícil, ainda mais que “Death Bringer” tem dois esqueletos guardiões que só morrem caso ele próprio morra antes! Chegar nesta etapa do jogo com vidas preservadas e vários continues ainda disponíveis é essencial para se concluir o game.


Conclusão


Golden Axe poder ser considerado como o clássico dos clássicos do Mega Drive. Com um desafio e jogabilidades igualmente boas, até hoje continua sendo altamente divertido! No Mega Drive ele ainda teve duas sequências, e sua versão original ganhou há um certo tempo um remake, com gráficos melhorados, que foi lançado para o console PlayStation 2 da Sony.
E para encerrar um detalhe curioso: fãs da saga cinematográfica “Star Wars” perceberam a “homenagem” que os criadores de Golden Axe fizeram ao personagem “Darth Vader”. A pronúncia de “Death Adder” é realmente bastante similar a do nome do maior vilão que o cinema já conheceu.
by Andre Breder

GOLDEN AXE 2




Um novo jogo ou apenas uma “expansão”?

Com o enorme sucesso de Golden Axe, tanto nos fliperamas quanto nos consoles, uma continuação do mesmo era mais do que esperada pelos fãs do jogo. Em 1991 Golden Axe II foi então lançado para o Mega Drive, e acabou sendo um jogo que dividiu opiniões: alguns fãs gostaram do jogo em si por ser bem semelhante ao primeiro; já outros reclamaram dizendo que a SEGA poderia ter arriscado mais e feito inovações no novo Golden Axe. Realmente Golden Axe II mais parece uma expansão do jogo original (algo bem comum nos jogos lançados para PC), trazendo praticamente o mesmo modo de jogo do primeiro, só que com gráficos e sonoridade melhores. Eu me coloco no grupo de fãs que gostaram do jogo, principalmente por ele se manter fiel ao original.

História
O mal que assolou por muito tempo a terra de Yuria foi derrotado, graças a bravura de três grandes guerreiros: Ax Battler, o bárbaro; Tyris Flare, a amazona; e Gilius Thunderhead; o anão. Os três se tornaram símbolo de coragem para todos os habitantes de seu mundo, e graças a eles o “Machado Dourado” finalmente podia estar longe das mãos de seres malignos. Mas, infelizmente, a paz em Yuria não duraria muito tempo…
Alguns anos após a derrota de “Death Bringer” e seu comparsa “Death Adder”, uma nova força das trevas está para trazer de volta o caos em Yura. Um novo Senhor da Escuridão conseguiu voltar a este mundo, após ter ficado aprisionado por séculos desde a sua última batalha e vergonhosa derrota. O impiedoso e maligno “Dark Guld” voltou, e está sedento por vingança! Em seu primeiro ato perverso, ele rouba o “Machado Dourado”, ganhando assim grandiosos poderes, e com sua tropa infernal arrasa e destrói muitas vilas e vidas inocentes. O caos está novamente instaurado em Yura, e seu povo sabe muito bem que somente os seus três heróis possuem a força e a coragem para trazer a paz de volta!

A “Magia” está de volta!
Assim com no primeiro jogo, os personagens principais de Golden Axe II podem lançar poderosas magias durante as batalhas. Só que desta vez eles devem recolher livros e não poções, para assim encher a barra de magia, e agora também não são por meio de anões imbecis que se consegue os meios de ir fortalencendo seu poder mágico, e sim tendo que enfrentar verdadeiros magos, que ao contrário dos anões do primeiro jogo, também podem atacar os personagens controlados pelo jogador! Tudo bem que eles não chegam a ser inimigos difíceis, mas também podem ferir jogadores mais descuidados.
Cada um dos três personagens principais tem o poder de um tipo de magia elemental. A amazona Tyris (que novamente possui o poder da magia do elemento fogo) é a mais poderosa nesta questão, mas em contrapartida é o personagem que mais precisa de livros para completar o poder máximo de sua magia. Já o anão Gilius (que desta vez tem o poder da magia do elemento terra e não o do trovão como era no jogo anterior) tem as magias mais fracas, mas em compensação é bem mais fácil chegar no seu poder mágico máximo, já que é necessário poucos livros para isso. O Bárbaro Ax (que desta vez tem o poder da magia do elemento ar) é o que possui o poder mágico mais mediano, não sendo tão poderoso quanto Tyris, e nem tão fraco quanto Gilius.

Novo jogo… novas “montarias”…
Os seres que podem ser montados pelos personagens principais estão de volta, só que totalmente diferentes (pelo menos físicamente) dos que foram encontrados no Golden Axe original. Aqui eles são chamados de “Bizarrians” e variam muito em sua forma e maneira de atacar, podendo dar rabadas, patadas e até mesmo cuspir fogo. Eu particularmente acho que as criaturas do primeiro jogo eram melhores, mas mesmo assim os “Bizarrians” podem ser de grande ajuda na luta contra bando de inimigos persistentes. Uma coisa que o jogador deve ficar atento é que, quando ele está montado em um “Bizarrian” acaba atraindo ainda mais a atenção dos inimigos, principalmente daqueles que querem “dar uma voltinha” em seu “meio de transporte”. Todo cuidado é pouco!

Gráficos
Como já foi dito anteriormente, Goden Axe II traz gráficos ainda melhores que seu antecessor, sendo que tudo é mais colorido e bem mais detalhado. Os cenários encontrados no jogo novamente nos remetem a um mundo medieval cheio de fantasia, com densas florestas, pântanos tenebrosos, cavernas misteriosas e castelos magníficos! Tudo muito bem representado na tela! Mas os cenários de Golden Axe II não chegam a ser tão “mágicos” como os do jogo original, onde era possível visitar uma vila no casco de uma tartatura gigante ou então caminhar pelos céus na costa de uma enorme águia, e mesmo que estes detalhes não atrapalhem em nada no jogo em si, foi motivo de um pouco de reclamação por parte de alguns fãs, que esperavam cenários mais “fantasiosos” e criativos neste segundo jogo, assim como ocorreu no primeiro.
O design dos três protagonistas ficaram legais e apresentam algumas diferenças em relação ao que foi visto no primeiro jogo. A amazona Tyris está usando agora uma bandana e mostra um corpo ainda mais “sedutor” do que outrora. Já o anão Gilius está com sua barbicha um pouco mais branca, deixando claro os sinais de seu envelhecimento desde a última aventura, enquanto que o bárbaro Ax continua com os músculos de sempre, mas traz também uma bandana azul desta vez.
O desing dos inimigos do jogo estão bem legais também, com um bom número de detalhes e com uma boa animação. O único porém é que, assim como no Golden Axe original os inimigos são muito repetitivos, só mudando mesmo as cores de seus vestuários para indicar que se trata de adversários mais fortes. Os clássicos e terríveis guerreiros esqueletos não poderiam deixar de marcar presença, só que desta vez eles trocaram as espadas por foices, talvez para fazer uma alusão que eles estão mais “mortais” do que nunca. Há também um novo tipo de inimigo semelhante a lagartos humanóides, que são bem perigosos, ainda mais por andarem sempre em grupo, e que ficaram com um design bem bacana. Os chefes continuam em grandes proporções, mas infelizmente se resumem apenas em gigantes com cara de cachorro e cavaleiros sem cabeças. Os chefes poderiam ser mais variados… mas fazer o que…
Agora algo que se destaca em termos gráficos no jogo são as belas animações das magias lançadas pelos guerreiros do bem, que em Golden Axe II estão ainda melhores do que as que foram vistas no jogo anterior! Realmente é um show a parte! Um outro ponto a ser considerado e que também ficou bem legal é a bola de cristal que mostra o caminho que os heróis estão percorrendo, e que aparece entre uma fase e outra. Ela faz também uma breve descrição do motivo dos três heróis estarem fazendo aquele trajeto, algo que só ajuda a melhorar o entendimento da história do jogo do começo ao fim. Algo realmente muito bem sacado!

Efeitos e Trilha Sonora
Os efeitos sonoros são os clássicos sons de espadas, machados, magias explodindo na tela, etc, tudo muito bem feito. Os personagens continuam soltando gritos ao morrer, o que realmente é bem legal, e de um certo modo até mesmo causador de uma satisfação para o jogador, pois nada melhor que ouvir o último gemido daquele inimigo pelinha que estava te “torrando o saco”. Em suma, todos os efeitos sonoros cumprem de forma satisfatória seus papéis no jogo.
A trilha sonora é muito legal, com temas variados que fazem com que o jogador entre literalmente no clima de aventura do jogo! Tudo bem que as músicas do primeiro jogo são melhores e mais marcantes, mas mesmo assim isso não quer dizer que a trilha sonora de Golden Axe II seja ruim, pelo contrário, pois as músicas são muito boas! Destaque para o tema da primeira fase do jogo, que faz com que o jogador seja novamente transportado para o fantástico mundo de Yura com maestria!

Jogabilidade
A jogabilidade de Golden Axe II é praticamente a mesma do jogo anterior, ou seja, não há do que reclamar. Os comandos e ações dos personagens pouco mudaram em relação ao que já foi visto antes, ou seja, eles são capazes de pular, atacar, correr, usar magias, etc. Todos os comandos funcionam de maneira perfeita, sem atrasos, e a movimentação dos personagens na tela é fácil e precisa.
Uma diferença que existe em relação a jogabilidade de Golden Axe II se comparada com a encontrada no primeiro jogo, está na questão das magias. Agora o jogador antes de usá-las pode escolher o nível da magia que pretende lançar em seus inimigos, não sendo necessário gastar todo o poder de uma vez só. Para isso basta ficar segurando o botão que lança as magias até que se alcance o nível desejado pelo jogador. Caso o jogador prefira o modo “antigo”, basta ele mudar no menu de opções do jogo o estilo das magias, deixando na opção “normal”. Desta forma ao usar as magias o jogador irá consumir todo o poder que conseguiu armazenar até então, como acontecia no primeiro Golden Axe.

Dificuldade
Golden Axe possui em seu total seis fases, e possui três níveis de dificuldade (Easy, Normal e Hard), deixando então que o jogador escolha o nível mais condizente com suas habilidades. Assim como no jogo anterior é possível aumentar as barras iniciais de energia no menu de opções para até cinco, o que também ajuda o jogador a ter seu personagem mais resistente. A dificuldade do jogo é crescente, mas como os inimigos costumam ter sempre as mesmas formas de agir e atacar, basta que o jogador pegue algumas manhas para ir se acostumando e poder chegar ao final do jogo sem maiores problemas. Ao se jogar em dupla as coisas podem se tornar mais fáceis, desde que seu companheiro de joystick não seja um mau jogador e mais apanhe dos inimigos do que o contrário. Os chefes finais poderão dar um pouco de trabalho, mas nada que a prática não resolva.

Modo Duel
Assim como ocorreu no jogo original, Golden Axe II traz o modo “The Duel”, onde o jogador deve ir lutando contra os servos de “Dark Guld” um a um, sendo que cada luta é dividida por “rounds”. Há também a possibilidade de se jogar contra um amigo, mas neste modo infelizmente os únicos personagens disponíveis para escolha são um dos três personagens principais.

Conclusão
Para alguns uma bela continuação, já para outros um jogo que poderia ter apresentado mais novidades. Eu fico no grupo dos que gostaram de Golden Axe II exatamente por ele ter mantido tudo o que deu certo no jogo original. Um jogo de ação viciante, com uma jogabilidade simples, uma boa dose de dificuldade e uma trilha sonora épica! No Mega Drive ainda seria lançado um terceiro jogo da franquia, que ao contrário de Golden Axe II traria profundas mudanças no modo de jogo em geral.

GOLDEN AXE 3






O primeiro Golden Axe foi um sucesso, tanto em sua versão original quanto em suas versões domésticas. Golden Axe II, lançado para o Mega Drive, mesmo não trazendo novidades ou inovações, conseguiu manter a série em alta, ao mesmo tempo que o segundo jogo da série lançado para os fliperamas (Golden Axe – The Revenge of Death Adder) foi aclamados pelos fãs que puderam jogá-lo.
Mas eis que surge no ano de 1993 o terceiro jogo da série lançado para o Mega Drive, que recebeu simplesmente o título de Golden Axe III, para fazer com que esta grande série da SEGA tivesse pela primeira vez, um jogo realmente abaixo das expectativas dos fãs.
Uma das maiores reclamações dos fãs em relação ao Golden Axe II foi que o título era praticamente idêntico ao jogo original. E essas reclamações ganhavam mais força ainda quando vinda daqueles que puderam conhecer o excelente Golden Axe – The Revenge of Death Adder, que mantinha muito das tradições da série mas também inovava positivamente. Então seria mais do que uma obrigação, que a SEGA inovasse no próximo jogo. Muitos até esperavam que o próximo jogo da série lançado para o Mega Drive poderia ser uma versão do segundo jogo lançado para os Arcades, mas infelizmente não foi isso o que aconteceu. Apesar de trazer inovações em relação aos dois títulos anteriores que foram lançados para o Mega Drive, Golden Axe III pecava em tantos outros pontos em comparação com os jogos mais antigos, que todo o esforço de fazer um jogo que apresentasse novidades, acabou não salvando o produto final de ser considerado como o mais fraco epísodio dentre os que foram lançados para o console de 16 Bits da SEGA na opinião da grande maioria dos fãs. Não foi por acaso que este título ficou restrito apenas ao mercado japonês, mesmo ele apresentando todos os seus textos na língua inglesa.

A história do jogo

O lendário Machado Dourado, que dá ao seu dono poder quase que ilimitado, foi mais uma vez roubado por forças do mal, fazendo com que a terra de Yuria seja colocada em grande perigo. O culpado do roubo desta vez foi um ser chamado de o “Princípe das Trevas”, que de posse do Machado Dourado, lançou uma terrível maldição sobre todos os guerreiros da terra de Yuria.
Felizmente alguns bravos guerreiros, futuros canditados a heróis e considerados por todos como a última esperança, conseguiram escapar da maldição, e devem portanto salvar os outros guerreiros que foram afetados pelo poder diabólico do “Princípe das Trevas”, derrotar o vilão e trazer o Machado lendário de volta.
Dentre os guerreiros que vão partir na busca pelo Machado Dourado estão o bárbaro Kain Grinder, a amazona Sarah Barn, o gigante Braoude Cragger ( o mais forte dentre os personagens mas também o mais lento) e o homem-felino Chronos “Evil” Lait ( que é o mais ágil dos personagens mas também o mais fraco dentre os quatro). Curiosamente o guerreiro que lidera o grupo dos heróis é o o anão Gilius Thunderhead, só que ele faz apenas uma participação pequena no jogo, sendo que em nenhum momento ele pode ser controlado pelo jogador. Sua função no jogo é mais de mestre do que realmente de guerreiro, já que ele não cai mais na “porrada” contra os inimigos (é até os heróis envelhecem).


Inovações…

Antes de falar dos pontos falhos do jogo, vou citar algumas das inovações que Golden Axe III trouxe e que realmente deram certo. A primeira inovação que merece nota, é a possibilidade de salvar pessoas que estão sendo maltradas pelos os inimigos. Cada pessoa salva faz com que um símbolo vermelho apareça na tela, em uma espécie de placar. Ao se atingir um certo número de pessoas salvas, o jogador recebe uma vida extra.
A outra inovação que não pode deixar de ser lembrada é a possibilidade de escolher qual o caminho seguir durante a jornada em busca do Machado lendário. Isto sem dúvida ajuda na longevidade do jogo, pois mesmo um jogador que o tenha terminado uma vez ficará tentado a jogá-lo de novo para seguir um caminho totalmente diferente daquele que ele fez anteriormente.

Montarias que mais atrapalham do que ajudam!

Um dos grandes problemas Golden Axe III em relação aos jogos anteriores está na questão das montarias disponíveis. Quem não se lembra dos dragões bacanas das versões anteriores, que eram bem úteis na aniquilação dos inimigos? Pois bem, em Golden Axe III ainda temos um dragão para servir de montaria, mas ele possui um design tão feio, é tão mau animado e tão pouco prático, que acaba sendo descartável!
Pior ainda é um espécie de caramujo gigante, que é lento e possui um ataque totalmente ineficiente! É melhor os jogadores deixarem essas criaturas horríveis de lado e travar batalhas sozinhos mesmo, pois senão irão é passar bastante raiva!
A movimentação na tela fica muito prejudicada quando se está montado numa dessas criaturas, e é mais fácil você ser atacado por um inimigo do que o contrário.
Os pequenos ladrões estão de volta!
Os anões que roubam as magias dos heróis, quando estes estão dormindo em seus acampamentos, estão de volta, para alegria daqueles que curtem chutar estas “pobres” criaturas. É por meio deles que o jogador poderá ganhar potes de magia e também pedaços de alimento, para assim recuperar a energia perdida.
E por falar em energia, vale citar que as barras vistas nos jogos anteriores foram trocados em Golden Axe III por uma única, bem semelhante as que são encontradas em jogos de luta, que logicamente, vão diminuindo a medida que os jogadores recebem danos.

Gráficos

Nesse ponto até o mais doente fã da série tem que concordar: Golden Axe III possui gráficos muito, mas muito fracos para a época em que foi lançado! Em 1993 quantos jogos com gráficos maravilhosos já haviam sido lançados para o Mega Drive? Vários! É difícil de entender como os produtores de Golden Axe III puderam fazer um jogo com gráficos que ficam abaixo até mesmo do primeiro jogo da série lançado para o Mega Drive, que diga-se de passagem, possui gráficos excelentes! Como um jogo de 1993 pode ter uma qualidade gráfica abaixo de um jogo lançado em 1989?!?! A única explicação para isso foi falta de competência mesmo, não há outra forma de explicar um vacilo desses!
Os personagens principais chegam a ter um design razoável, apesar de todos possuírem uma fraca animação, algo que ocorre também com os demais personagens e inimigos do jogo. Agora triste mesmo são os cenários de Golden Axe III: todos trazem poucos detalhes, e possuem cores nada agradáveis que acabam cansando o pobre jogador. Dá uma sensação que os cenários foram ou feitos na pressa ou em um período incrível de falta de inspiração, ou até mesmo desleixo puro! Porque diabos os produtores não procuraram pelo menos fazer algo do nível dos jogos anteriores?!
E a animação que ocorre quando os personagens principais fazem o uso da magia? Totalmente ridícula se formos comparar com o que já havia sido visto anteriormente nos outros jogos da série! Realmente algo lamentável! Sou muito fã da série, mas é incrível como a SEGA pode fazer um jogo com um nível gráfico tão baixo justamente quando os jogos já utilizam todos os recursos do Mega Drive. Se é pra fazer feio, melhor ficar sem fazer…


Efeitos e Trilha Sonora

Primeiro “quesito” onde posso falar bem de Golden Axe III é em relação aos efeitos sonoros, que se não estão melhores do que os vistos nos jogos anteriores, pelo menos ficam no mesmo patamar de qualidade. Todos os efeitos sonoros estão bem feitos e cumprem seu papel no jogo.
A trilha sonora também não é ruim, pelo contrário, mesmo que eu particularmente continue achando as músicas do jogo original imbatíveis! Já vi pessoas reclamando de que as músicas de Golden Axe III não são boas, que elas não trazem o mesmo clima das versões anteriores. Eu pelo menos não acho isso. As composições deste terceiro epísodio da série Golden Axe, na minha opinião, são muito boas, o problema talvez seja que a sonoridade do jogo não seja das melhores. Se uma banda de rock ou mesmo uma orquestra fizesse uma regravação da trilha de Golden Axe III todos poderiam perceber com mais clareza, que realmente se trata de boas composições que foram prejudicadas pela baixa qualidade sonora do jogo. E este é mais um pouco para se reclamar: como um jogo de 1993, lançado para um console como o Mega Drive que já em jogos anteriores havia mostrado uma qualidade sonora excelente, pode ter uma sonoridade tão ruim? Mais uma mancada para a conta da SEGA…

Jogabilidade

A jogabilidade de Golden Axe III é boa e traz algumas inovações, como novos golpes e até mesmo a possibilidade de fazer com que os personagens principais possam se defender dos golpes dos inimigos. O porém é que não é tão fácil entrar em estado de defesa. Um botão exclusivo para esta função seria a melhor solução, mas como o controle original do Mega Drive só possui 3 botões, isto não foi possível de ser feito.
Ainda no campo da novidades, agora os personagens principais podem agarrar (no bom sentido da palavra, lógico) os inimigos e assim aplicar golpes de forma consecutiva. As típicas corridas seguidas de golpes continuam presentes, mas infelizmente o mortal golpe onde o personagem pulava e literalmente cravava sua arma no inimigo foi abolido, ficando apenas o golpe aplicado no ar normalmente.

Dificuldade

Golden Axe III é sem dúvida, o mais difícil entre os jogos da série lançados para o Mega Drive. Os inimigos atacam de forma rápida, sendo que em vários momentos do jogo a única forma de escapar de um golpe é ficar na posição de defesa. Haverá momentos que é quase que impossível ficar sem levar golpes dos inimigos e consequentemente perder bastante energia. Da mesma forma que os personagens principais, alguns inimigos também podem se defender, fazendo com que o jogador tenha que realmente se empenhar na tentativa de atingir os inimigos com êxito.
Os chefes começam fáceis, mas depois vão ficando bem, mas bem difíceis! Para piorar as coisas, os “covardes” adoram lutar contando com a ajuda de capangas, atrapalhando em muito a vida do jogador.
Conclusão
Golden Axe III é, como já disse, na minha opinião, o mais fraco episódio da série que pude jogar. Seus gráficos são pobres, sua sonoridade meia boca (apesar das composições serem boas) e sua jogabilidade é inovadora mas também imperfeita. Algo bacana mesmo foi a possibilidade de escolher os caminhos durante a trama do jogo, mas mesmo essa boa idéia (copiada de Golden Axe – The Revenge of Death Adder) não consegue me fazer esquecer todos os outros pontos onde o jogo ficou devendo. Golden Axe III não chega a ser um jogo ruim de fato, apenas fica abaixo dos jogos anteriores da série, algo que já é suficiente para deixar muitos fãs desapontados. Se alguém é fã da série Golden Axe, com certeza compensa (mas não tanto) conhecer este jogo. Já jogadores normais que não ligam tanto para a saga do Machado Dourado, podem muito bem deixar para gastar seu precioso tempo em um jogo melhor que Golden Axe III.

Ano do lançamento: 1993