26 de ago de 2009

GOLDEN AXE 3

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O primeiro Golden Axe foi um sucesso, tanto em sua versão original quanto em suas versões domésticas. Golden Axe II, lançado para o Mega Drive, mesmo não trazendo novidades ou inovações, conseguiu manter a série em alta, ao mesmo tempo que o segundo jogo da série lançado para os fliperamas (Golden Axe – The Revenge of Death Adder) foi aclamados pelos fãs que puderam jogá-lo.
Mas eis que surge no ano de 1993 o terceiro jogo da série lançado para o Mega Drive, que recebeu simplesmente o título de Golden Axe III, para fazer com que esta grande série da SEGA tivesse pela primeira vez, um jogo realmente abaixo das expectativas dos fãs.
Uma das maiores reclamações dos fãs em relação ao Golden Axe II foi que o título era praticamente idêntico ao jogo original. E essas reclamações ganhavam mais força ainda quando vinda daqueles que puderam conhecer o excelente Golden Axe – The Revenge of Death Adder, que mantinha muito das tradições da série mas também inovava positivamente. Então seria mais do que uma obrigação, que a SEGA inovasse no próximo jogo. Muitos até esperavam que o próximo jogo da série lançado para o Mega Drive poderia ser uma versão do segundo jogo lançado para os Arcades, mas infelizmente não foi isso o que aconteceu. Apesar de trazer inovações em relação aos dois títulos anteriores que foram lançados para o Mega Drive, Golden Axe III pecava em tantos outros pontos em comparação com os jogos mais antigos, que todo o esforço de fazer um jogo que apresentasse novidades, acabou não salvando o produto final de ser considerado como o mais fraco epísodio dentre os que foram lançados para o console de 16 Bits da SEGA na opinião da grande maioria dos fãs. Não foi por acaso que este título ficou restrito apenas ao mercado japonês, mesmo ele apresentando todos os seus textos na língua inglesa.

A história do jogo

O lendário Machado Dourado, que dá ao seu dono poder quase que ilimitado, foi mais uma vez roubado por forças do mal, fazendo com que a terra de Yuria seja colocada em grande perigo. O culpado do roubo desta vez foi um ser chamado de o “Princípe das Trevas”, que de posse do Machado Dourado, lançou uma terrível maldição sobre todos os guerreiros da terra de Yuria.
Felizmente alguns bravos guerreiros, futuros canditados a heróis e considerados por todos como a última esperança, conseguiram escapar da maldição, e devem portanto salvar os outros guerreiros que foram afetados pelo poder diabólico do “Princípe das Trevas”, derrotar o vilão e trazer o Machado lendário de volta.
Dentre os guerreiros que vão partir na busca pelo Machado Dourado estão o bárbaro Kain Grinder, a amazona Sarah Barn, o gigante Braoude Cragger ( o mais forte dentre os personagens mas também o mais lento) e o homem-felino Chronos “Evil” Lait ( que é o mais ágil dos personagens mas também o mais fraco dentre os quatro). Curiosamente o guerreiro que lidera o grupo dos heróis é o o anão Gilius Thunderhead, só que ele faz apenas uma participação pequena no jogo, sendo que em nenhum momento ele pode ser controlado pelo jogador. Sua função no jogo é mais de mestre do que realmente de guerreiro, já que ele não cai mais na “porrada” contra os inimigos (é até os heróis envelhecem).


Inovações…

Antes de falar dos pontos falhos do jogo, vou citar algumas das inovações que Golden Axe III trouxe e que realmente deram certo. A primeira inovação que merece nota, é a possibilidade de salvar pessoas que estão sendo maltradas pelos os inimigos. Cada pessoa salva faz com que um símbolo vermelho apareça na tela, em uma espécie de placar. Ao se atingir um certo número de pessoas salvas, o jogador recebe uma vida extra.
A outra inovação que não pode deixar de ser lembrada é a possibilidade de escolher qual o caminho seguir durante a jornada em busca do Machado lendário. Isto sem dúvida ajuda na longevidade do jogo, pois mesmo um jogador que o tenha terminado uma vez ficará tentado a jogá-lo de novo para seguir um caminho totalmente diferente daquele que ele fez anteriormente.

Montarias que mais atrapalham do que ajudam!

Um dos grandes problemas Golden Axe III em relação aos jogos anteriores está na questão das montarias disponíveis. Quem não se lembra dos dragões bacanas das versões anteriores, que eram bem úteis na aniquilação dos inimigos? Pois bem, em Golden Axe III ainda temos um dragão para servir de montaria, mas ele possui um design tão feio, é tão mau animado e tão pouco prático, que acaba sendo descartável!
Pior ainda é um espécie de caramujo gigante, que é lento e possui um ataque totalmente ineficiente! É melhor os jogadores deixarem essas criaturas horríveis de lado e travar batalhas sozinhos mesmo, pois senão irão é passar bastante raiva!
A movimentação na tela fica muito prejudicada quando se está montado numa dessas criaturas, e é mais fácil você ser atacado por um inimigo do que o contrário.
Os pequenos ladrões estão de volta!
Os anões que roubam as magias dos heróis, quando estes estão dormindo em seus acampamentos, estão de volta, para alegria daqueles que curtem chutar estas “pobres” criaturas. É por meio deles que o jogador poderá ganhar potes de magia e também pedaços de alimento, para assim recuperar a energia perdida.
E por falar em energia, vale citar que as barras vistas nos jogos anteriores foram trocados em Golden Axe III por uma única, bem semelhante as que são encontradas em jogos de luta, que logicamente, vão diminuindo a medida que os jogadores recebem danos.

Gráficos

Nesse ponto até o mais doente fã da série tem que concordar: Golden Axe III possui gráficos muito, mas muito fracos para a época em que foi lançado! Em 1993 quantos jogos com gráficos maravilhosos já haviam sido lançados para o Mega Drive? Vários! É difícil de entender como os produtores de Golden Axe III puderam fazer um jogo com gráficos que ficam abaixo até mesmo do primeiro jogo da série lançado para o Mega Drive, que diga-se de passagem, possui gráficos excelentes! Como um jogo de 1993 pode ter uma qualidade gráfica abaixo de um jogo lançado em 1989?!?! A única explicação para isso foi falta de competência mesmo, não há outra forma de explicar um vacilo desses!
Os personagens principais chegam a ter um design razoável, apesar de todos possuírem uma fraca animação, algo que ocorre também com os demais personagens e inimigos do jogo. Agora triste mesmo são os cenários de Golden Axe III: todos trazem poucos detalhes, e possuem cores nada agradáveis que acabam cansando o pobre jogador. Dá uma sensação que os cenários foram ou feitos na pressa ou em um período incrível de falta de inspiração, ou até mesmo desleixo puro! Porque diabos os produtores não procuraram pelo menos fazer algo do nível dos jogos anteriores?!
E a animação que ocorre quando os personagens principais fazem o uso da magia? Totalmente ridícula se formos comparar com o que já havia sido visto anteriormente nos outros jogos da série! Realmente algo lamentável! Sou muito fã da série, mas é incrível como a SEGA pode fazer um jogo com um nível gráfico tão baixo justamente quando os jogos já utilizam todos os recursos do Mega Drive. Se é pra fazer feio, melhor ficar sem fazer…


Efeitos e Trilha Sonora

Primeiro “quesito” onde posso falar bem de Golden Axe III é em relação aos efeitos sonoros, que se não estão melhores do que os vistos nos jogos anteriores, pelo menos ficam no mesmo patamar de qualidade. Todos os efeitos sonoros estão bem feitos e cumprem seu papel no jogo.
A trilha sonora também não é ruim, pelo contrário, mesmo que eu particularmente continue achando as músicas do jogo original imbatíveis! Já vi pessoas reclamando de que as músicas de Golden Axe III não são boas, que elas não trazem o mesmo clima das versões anteriores. Eu pelo menos não acho isso. As composições deste terceiro epísodio da série Golden Axe, na minha opinião, são muito boas, o problema talvez seja que a sonoridade do jogo não seja das melhores. Se uma banda de rock ou mesmo uma orquestra fizesse uma regravação da trilha de Golden Axe III todos poderiam perceber com mais clareza, que realmente se trata de boas composições que foram prejudicadas pela baixa qualidade sonora do jogo. E este é mais um pouco para se reclamar: como um jogo de 1993, lançado para um console como o Mega Drive que já em jogos anteriores havia mostrado uma qualidade sonora excelente, pode ter uma sonoridade tão ruim? Mais uma mancada para a conta da SEGA…

Jogabilidade

A jogabilidade de Golden Axe III é boa e traz algumas inovações, como novos golpes e até mesmo a possibilidade de fazer com que os personagens principais possam se defender dos golpes dos inimigos. O porém é que não é tão fácil entrar em estado de defesa. Um botão exclusivo para esta função seria a melhor solução, mas como o controle original do Mega Drive só possui 3 botões, isto não foi possível de ser feito.
Ainda no campo da novidades, agora os personagens principais podem agarrar (no bom sentido da palavra, lógico) os inimigos e assim aplicar golpes de forma consecutiva. As típicas corridas seguidas de golpes continuam presentes, mas infelizmente o mortal golpe onde o personagem pulava e literalmente cravava sua arma no inimigo foi abolido, ficando apenas o golpe aplicado no ar normalmente.

Dificuldade

Golden Axe III é sem dúvida, o mais difícil entre os jogos da série lançados para o Mega Drive. Os inimigos atacam de forma rápida, sendo que em vários momentos do jogo a única forma de escapar de um golpe é ficar na posição de defesa. Haverá momentos que é quase que impossível ficar sem levar golpes dos inimigos e consequentemente perder bastante energia. Da mesma forma que os personagens principais, alguns inimigos também podem se defender, fazendo com que o jogador tenha que realmente se empenhar na tentativa de atingir os inimigos com êxito.
Os chefes começam fáceis, mas depois vão ficando bem, mas bem difíceis! Para piorar as coisas, os “covardes” adoram lutar contando com a ajuda de capangas, atrapalhando em muito a vida do jogador.
Conclusão
Golden Axe III é, como já disse, na minha opinião, o mais fraco episódio da série que pude jogar. Seus gráficos são pobres, sua sonoridade meia boca (apesar das composições serem boas) e sua jogabilidade é inovadora mas também imperfeita. Algo bacana mesmo foi a possibilidade de escolher os caminhos durante a trama do jogo, mas mesmo essa boa idéia (copiada de Golden Axe – The Revenge of Death Adder) não consegue me fazer esquecer todos os outros pontos onde o jogo ficou devendo. Golden Axe III não chega a ser um jogo ruim de fato, apenas fica abaixo dos jogos anteriores da série, algo que já é suficiente para deixar muitos fãs desapontados. Se alguém é fã da série Golden Axe, com certeza compensa (mas não tanto) conhecer este jogo. Já jogadores normais que não ligam tanto para a saga do Machado Dourado, podem muito bem deixar para gastar seu precioso tempo em um jogo melhor que Golden Axe III.

Ano do lançamento: 1993

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2 Comentários para GOLDEN AXE 3

02/12/2009 20:42

este jogo tbm e muito bom , pena que tbm nao teve pros arcades

13/04/2011 14:07

Grande game, mas as duas primeiras fotos são do Golden Axe 1...
Abraço!

http://mastersystemgames.blogspot.com/2009/09/golden-axe-analise.html

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