10 de fev de 2010

Pitfall: The Mayan Adventure

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Pitfall: The Mayan Adventure foi um jogo lançado no ano de  1994 para  Sega CD e Snes, e em 1995 foi portado para Mega Drive, 32x, Atari Jaguar, Windows 95.

 

 

A história deste maravilhoso jogo é a seguinte:

Pitfall Harry (do jogo original, clássico da Atari) e seu filho Pitfall Harry Jr. estão na América Central viajando por sítios arqueológicos da civilização Maia à procura de um valioso artefato Maia. Em certo ponto da viagem eles encontram um antigo templo Maia.

Dentro desse templo o jovem explorador vê o artefato, e empolgado corre em direção ao mesmo, deixando o seu pai para trás. Nesse momento uma estranha força rapta o seu pai! O que aconteceu? Quem será que raptou Harry Pitfall? Qual o motivo?

Agora cabe a você controlar Harry Pitfall Jr. em selvas, templos, ruínas, cavernas e tumbas, correndo, saltando poços de areia movediças e jacarés, patinando, pulando em cipós e matando os adversários que aparecerem, em uma emocionante aventura para resgatar seu pai e também com ajuda de algumas armas como bumerangue, pedras, chicote e outras armas que vão sendo desvendadas ao longo das fases.

 

Pitfall: The Mayan Adventure é um excelente jogo de plataforma, bem ao estilo dos anos 90, onde tiveram grandes sucessos.

O jogo é muito divertido,  com muita simplicidade e muitos desafios que deve ser superado ao longo do caminho.

 

Comparativo de versões

 

Versão original. Possui ótimos gráficos, música de CD espetacular e envolvente, excelentes efeitos de áudio e possui 14 fases. E possui uma interessante abertura em vídeo.

Video promocional da versão Sega CD:

 

 

Os gráficos e efeitos de áudio ficaram exatamente iguais à versão Sega CD. As músicas, apesar de não serem de CD, ficaram maravilhosas (contrariando a regra, ficaram melhor que a versão Super Nintendo), excelente efeitos de áudio. A desvantagem é que tem 11 fases ao invés de 14 (não tem as fases Jaina Island Falls, Tomb of Palenque e Palenque Ruins)

 

Os gráficos ficaram bem abaixo da versão Sega CD, com pouca definição, cores sem vida (veja por exemplo o menu de abertura e o fundo da 1ª fase – cadê a água?). Os efeitos de som e músicas contrariando a regra ficaram abaixo da versão Mega Drive. Assim como o Mega Drive possui 11 fases ao invés de 14 (não tem as fases Jaina Island Falls, Tomb of Palenque e Palenque Ruins). Os sprites e gráficos dos cenários são maiores, assim você acaba vendo menos área que as outras versões (como se estivesse numa resolução inferior de vídeo comparado às outras versões).

 

Excelentes gráficos (fica entre o Mega/Sega CD e o Atari Jaguar ficando pouco abaixo deste) um pouco mais fluidos, coloridos e bem acabados que a versão Mega Drive/Sega CD. Ótima música e efeitos de áudio (talvez um pouquinho melhor que a versão Mega Drive). Possui todas as 14 fases (como na versão Sega CD). Apesar de todas essas qualidades, não se justifica deixar a versão Mega Drive para migrar para a versão Sega 32X.

 

Possui os melhores gráficos (um pouco acima do Sega 32X), empatado com a versão Windows 95, apesar que a versão Jaguar possui detalhes e acabamentos que a versão Windows 95 não possui e vice-versa. A música ficou muito boa (empatado com Sega 32X). E quando você passa de fase, existe a opção de salvar seu progresso no jogo: muito bom isso!
Tem como desvantagem o fato de ter 11 fases ao invés de 14 (não tem as fases Jaina Island Falls, Tomb of Palenque e Palenque Ruins) e de ter um estranho bug: quando você chega em um local que possui sprites (inimigos, itens, areia movediça, flor com ponta que estica, teia de aranha e até mesmo o chefe da 1ª fase) se você voltar um pouco atrás atrás e ir de novo em direção ao sprite (ou passar batido e depois voltar atrás) simplesmente o sprite desaparece! Quando desaparece um inimigo é beleza, mas quando desaparece um item ou algo como uma teia de aranha ou planta que estica você corre o risco de ficar preso na fase e isso é terrível!

 

arrisco dizer que essa é a melhor versão: possui os melhores gráficos, empatado com a versão Atari Jaguar, apesar que a versão Windows 95 possui detalhes e acabamentos que a versão Atari Jaguar não possui e vice-versa. Têm todas as 14 fases. A música tem qualidade de CD (como no Sega CD). Quando você passa de fase, fica disponibilizado no menu do jogo (barra de menu) a fase para você não ter que começar tudo de novo (como a opção de salvar jogo do Atari Jaguar). Essa versão do Pitfall foi o primeiro jogo vendido para rodar em Windows 95.

 

Port da versão Super Nintendo. Os gráficos ficaram ainda piores: os sprites estão enormes fazendo com que apareça quase nada da fase à volta do personagem (dá a impressão que a tela está ainda mais próxima do personagem, mais que a versão Super Nintendo – apesar que isso acaba sendo vantagem na pequena tela do GBA). O jogo ficou todo coloridão (parece que usa mais cores primárias). Só possui 11 fases ao invés de 14 (não tem as fases Jaina Island Falls, Tomb of Palenque e Palenque Ruins). Não tem músicas durante as fases e vários efeitos de som (principalmente de voz digitalizada) foram removidos.

Agora, fotos das fases exclusivas :Jaina Island Falls, Tomb of Palenque e Palenque Ruins

 

Abaixo, fotos comparativas de algumas telas para melhor visualização:

Abertura

 

Menu

 

 

Fases 1

 

 

Fases 2

 

 

Vídeo das comparações, feito exclusivamente para o Blog:

 

O Final de Pitfall: The Mayan Adventure

 

Como tem muita gente que não conseguiu terminar este jogo, abaixo vai o spoiler, um vídeo mostrando o final, e confesso que na época, fiquei surpreso com a foto abaixo:

image

Video:

Cheats

Na tela de apresentação (foto)  faça as combinações abaixo:

  • Seleção de fases: B, direita, A, baixo, direita, cima, B, esquerda, A, cima, direita, A e cima . Use o direcional para cima e para baixo para escolher os estágios (que apareceram acima das 3 opções principais).
  • 99 armas: A, B, cima, C, A, C, A .(um som confirmará a dica).
  • 9 vidas: direita, A, baixo, B, direita, A, B, cima, baixo. (um som confirmará a dica).
  • Continues infinitos: C, C, C, C, esquerda, A,baixo, cima, baixo. (um som confirmará a dica).
  • Super velocidade: B, A, direita, C, direita, cima, baixo.
  • Todos créditos: C, direita, baixo, C, direita, baixo, C, direita, baixo.
  • Versão do Atari 2600: baixo, A 26 vezes (é sério!), baixo.
  • Direto para a tumba: B, A, baixo, C, direita, A, B (vai direto para bônus da tumba – jogo da memória

 

 

Breve Histórico do Pitfall em cada geração de videogames

  • 2ª geração:
  • Em 1982 o Pitfall! para Atari 2600 foi concebido pela brilhante mente de David Crane. (fotos abaixo de como ele está e como ele era)

O jogo consistia em correr pela selva, a procura de 32 tesouros escondidos em menos de 20 minutos. (Fez tanto sucesso que teve ports para os consoles: Intellivsion, Colecovision, Commodore 64, Atari 5200, Atari 7800 e MSX). O jogo apesar de incrível, tinha apenas 4 KB, o que permitiu que ele fosse posteriormente inserido como bônus em outros jogos, inclusive no Pitfall – The Mayan Adventure. Esse jogo foi um dos primeiros a usar o recurso side-scrolling, que posteriormente foi largamente usado em jogos como Sonic, Mario, Alex Kidd, Donkey Kong...

 

  • Em 1984 foi lançado o sucessor: Pitfall 2 – The Lost Caverns

e este  foi o último a ter participação de David Crane. Nesse jogo houve melhorias como presença de música, presença de checkpoints, vários inimigos e pela primeira vez o Pitfall tinha um final verdadeiro ao terminar o jogo.

 

  • Em 1985 o jogo Pitfall 2 – The Lost Caverns foi reprogramado pela Sega e licenciado pela Actvision para o console Sega SG-1000 (o pai do Máster System) e ficou excelente.
  • 3ª geração:
  • Em 1987 foi lançada a ovelha negra da série! Super Pitfall para o nintendinho. O jogo foi feito pela Pony e licensiado pela Activision. Aqui você controla um Harry baixinho e bigodudo, com uma roupa e capacete azuis que solta tiros parecendo tiro de bazuca (ou seja, uma terrível mistura de Pitfall, Mario Bros e Mega Man... kkkk). O jogo ficou conhecido no Brasil pois na época acompanhava o console Phantom System (um dos clones de NES mais vendidos no Brasil).
  • 4ª geração:
  • Em 1994/1995 a Actvision se redime lançando o excelente Pitfall – The Mayan Adventure (analisado aqui nesse post) para Sega CD, Super Nintendo, Mega Drive, Windows 95, Sega 32X e Atari Jaguar. Posteriormente em 2001 foi portado para GameBoy Advance.

 

  • 5.ª geração:
  • Em 1998 é lançado o primeiro Pitfall em 3 dimensões – o Pitfall 3D: Beyond the Jungle. Não fez muito sucesso devido à grande mudança na jogabilidade. Posteriormente foi portado para o GameBoy Color, mas sem ser 3D (obviamente). Em 2001, a versão Pitfall: The Mayan Adventure (analisada nesse post) é portada para o Game Boy Color

 

  • 6.ª geração:
  • Em 2004 é lançado o jogo Pitfall: The Lost Expedition em 3D para Playstation 2 Game Cube, X-Box e PC; e em 2D para celulares e GameBoy Advance. Perdeu o visual sério do Pitfall: Beyond the Jungle e ganhou um visual mais divertido.

 

  • 7.ª geração:
  • Em 2008 é lançado o Pitfall: The Big Adventure exclusivo para Nintendo Wii. Não difere muito da versão anterior (inclusive nos gráficos) porém tem como vantagem a detecção de movimentos do Nintendo Wii.

  • Em 2009, saiu para o Virtual Console, do Wii, que é exatamente a mesma versão do Mega Drive.

 

Este Post foi produzido pelo meu parceiro Giuliano Marconi, eu acrescentei apenas algumas coisinhas…valeu amigo!

Espero que gostem

Jackie Chan

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17 Comentários para Pitfall: The Mayan Adventure

10/02/2010 16:28

Legal Jackie!
Acabou que eu ia só ajudar e você aproveitou quase todo o texto e fotos: fico feliz por ter passado por seu padrão de qualidade! hehehe

É isso aí, Pitfall é um jogão, e espero que a galera goste e comente (apoiando e discordando dos pontos de vista meu e do Jackie).

E aguardem: Jackie e eu estamos preparando mais um review de outro grande jogo do Mega! Abraço a todos!

11/02/2010 19:30

Otimo post meus caros amigos :D
Adoro Pitfall, joguei freneticamente tanto o do Atari quanto o do Snes.
Joguei o do Psx, porem não me motivou muito a seguir adiante apesar de possuir um enredo mais serio.
Quanto ao Ps2, por incrivel que pareça, não me atraiu!
Mas de qualquer forma, parebens pelo BLOG!!
Animal ;)
Já os linkei no meu blog e no tweeter ;)

12/02/2010 01:55

Muito bom o texto, parabéns Giuliano e Jackie!
Eu nunca joguei este jogo no Mega nem eu outras plataformas.
Joguei apenas o Pitfall para Atari, e também fiquei surpreso em ver que ele aparece no seu estilo original em 4 bits no final deste jogo.

Bom carnaval pra vocês e até a próxima!

12/02/2010 16:01

Cyber Woo - obrigado amigo...
é, eu tb joguei freneticamente no atari, mas no snes eu não curti muito nao......
sobre a versao do psx e ps2 eu tb nao me atraí por ele... saiu da linha que ja vinha...
obrigado e visite sempre..


Pasqualete - po amigo, vc nunca jogou esse do mega? nao sabe o que ta perdendo viu.;...rsrs
é, eu tb fiquei extremamente espantado, la na primeira vez que vi....beeem original né...hehe

abraços e boa viagem..

12/02/2010 20:42

Lá se foi meu especial do Pitfall!!! rsrsrs

13/02/2010 00:01

Obrigado Cyber Woo e Pasqualete!

Xiii... foi mal nesbitt... kkkk

E olha que tem uns updates a serem feitos nesse post hein (versão virtual console e cheats), vai ficar ainda maior... kkkk

17/02/2010 01:17

Nossa que beleza de post ein! parabems.

Já tinha zerado a versão em cartucho do Mega e Snes e não sabia que tinham fases editadas, maravilha!, agora tenho um motivo pra “Rejogar” o PF, vou pegar a versão de Mega CD que já ta aqui na fila um tempão, hehe
E como de costume em jogos Multiplataformas as softhouses sempre faziam a melhor adaptação para o console Sega que era muito mais amistoso na programação alem de ter um processador com quase o dobro de potencia da concorrência.
E não era so por isso, o Mega usava formato de tela padrão na época 4:3 e o Snes não chegava a isso, era com se a tela do Nintendo fosse quadrada, e se esticava para os lados na TV para compensar essa deficiência, o resultado e o aspecto achatado em alguns jogos como o EarthWorm Jim que fica bem gordo em tela cheia na versão Snes.

Aqui sobrepus imagens dos dois consoles para mostrar o que acontece no Snes.
http://img78.imageshack.us/img78/9351/megavssnes3cf8.gif
http://img78.imageshack.us/img78/5116/megavssnes2up2.gif
http://img78.imageshack.us/img78/6365/godsmegavssnessu1.gif

17/02/2010 09:49

Muito obrigado Patrick!
Eu queria saber o nome técnico desse recurso (que até parece um defeito) do SNES. Seria um "auto-stretch"? Alguém aí sabe?
Esse negócio do SNES ter uma imagem quadrada (bem menor que a do Mega Drive) e espichá-la para preencher a tela da TV é algo bem esquisito e "safado" rsrs.
Muito legal as imagens que você mandou mostrando as diferenças do campo de visão do SNES e Mega.

E Jackie: obrigado por incluir informações sobre o Wii e os cheats que te mandei. Valeu!

17/02/2010 10:05

Patrick - Isso mesmo cara, tire a poeira, pegue a versão do sega cd e vá jogar..
e voce disse uma verdade, em jogos multiplataformas, as melhores versões eram da Sega mesmo..
sobre a tela do mega 4:3 é isso mesmo, vc ta certo! e a versão snes realmente não chegava a isso...é como comparar hoje as imagens WIDESCREEN X FULLSCREEN....é sacanagen!!!!!!!!!
cara, sobre estas imagens que vc sobrepos, ficou show cara....da pra perceber nitidamente a cagada!!!! fala serio ne!!


Giuliano - faaala parceirooo!!! é ja inclui mesmo s informações adicionais! eu que agradeço e peço desculpas, pois esqueci mesmo!
sobre o recurso usado no snes, eu não sei o nome.....
então, nos jogos em que voce pensa que os sprites são maiores, na verdade é uma adaptação da imagen, e não o sprite maior.....e vc disse tudo, espichar para preencher a tela é uma safadesa, ou melhor, uma "gambiarra" !!!

19/02/2010 18:00

@Giuliano Marconi

Stretch na verdade um recurso que todos os consoles usavam para enquadrar uma imagem perfeitamente na TV que acaba sendo o vilão no Snes, agora esse lance do Nintendo comer uns 15% da visão periférica não tem nome, e mal planejamento mesmo, ou uma tentativa de reduzir a quantidade de elementos processados na tela e evitando os slowdowns que aparecem em alguns jogos como Flash Back. a Nintendo sempre usou essa resolução quadrada, foi assim no Nes e no Game Boy classic.

@JACKIE CHAN

Obrigado pelo elogio.

Exatamente cara, e como se o Mega hoje fosse o Wide e Snes formato antigo, mas mesmo assim quando você adapta uma imagem Wide no antigo 4:3 ela fica “magrinha” achatada na vertical mas sem esconder parte da imagem.

19/02/2010 21:50

Patrick, eu queria saber um nome pra colocar nos próximos posts sem rodear demais... rsrs
Ah, coloco que é menor campo de visão: Que tal?

Game Boy e Snes eu percebi que é quadrado... mas o NES? Nem tinha percebido! Meus famiclones me enganaram por muito tempo!!! rsrs

14/04/2010 14:21

comprei este jogo por ver aqui e gostei

07/10/2010 08:09

Galera, quero corrigir algo que eu disse no post e está errado...
Na versão Jaguar, o tal Bug que eu falei dos sprites sumirem, só acontece no emulador (Project Tempest). Eu comprei o Pitfall para Jaguar, e esse bug não acontece no console. Ou seja, ele subiu e muito no meu conceito! rs
Abraço a todos!

Flavio Rick M . ALves
05/11/2010 17:40

Poh SHowwwwwwwwwwwwwwwwwwwwww suas materias :)

Anônimo
20/01/2012 11:44

Em 2001, a versão Pitfall: The Mayan Adventure (analisada nesse post) é portada para o Game Boy Color

sera que eu li bem? esse jogo teve versões para gbc e gba ou foi erro de digitação?

23/01/2012 09:57

Ops! Falha nossa! A versão analisada no nosso post "the mayan adventure" foi portada para o Game Boy Advance e não para o Game Boy Color. A versão 3D Beyond the Jungle é que foi portada para o Game Boy Color. Abs e desculpe.

09/01/2016 11:48

OI GENTE COMO FAÇO PARA COMPRAR O CD DE JOGO DO PITFALL. O MEU ARRAIO E TA DIFICIL ACHAR OUTRO. QUALQUER COISA MEU ZAP GRATO 11 9 42975304 SARA.

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